quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas Festas


Desejo a todos um Feliz Natal com muitas prendas, orquideas claro e um 2011 com muitas e boas florações
Como postal nada melhor que esta foto, simboliza praticamente tudo o que se oferece por esta altura; beleza, perfume, ........ enfim o presente que qualquer um gostaria de ter
C. walkeriana suave ´Cobiçada`x flameada ´D. Terezinha` 1ª floração

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Blc. Pastoral ´ Innocence` AM/AOS R. Altemburg 1961



Esta já faz parte da mobília cá de casa pois já a tenho desde 2000 e que sempre me brinda com as suas belas, GRANDES e bem perfumadas ( cítrico) flores nesta altura do ano.
É uma clássica resultante do cruzamento de 2 excelentes matrizes (C. Mademoiselle Louise Pauwels x Bc.Deesse ) realizado pelo saudoso Rolf Altenbur da Florália em 1961. Da sua genelogia faz parte o cruzamento inicial ( C. labiata alba x Brassavola digbyana ) esta ultima bem presente no franjeado do labelo .
Deste feliz cruzamento resultaram vários clones famosos ( ´White Orb`, ´Monica`, ´Avé Maria`, ´Ariel Carnier`,´ Pink Pearl` ) mas talvez o mais conhecido seja este ´Innocence ` ao qual foi atribuído um AM/AOS em 1979, caracterizado pela "pinta" rosa no labelo.
Também conhecida por ( se entretanto não mudou ) Rhyncholaeliocattleya Pastoral ´Innocence`AM/AOS .
Cultivo montada em tronco de cortiça, regas regulares e bastante luz .
Tem um contra : ocupa muito espaço .......

Phal. parishii Rchb. f. 1865






Mais uma beleza (aqueles "pêlos" para atrair o polinizador são demais) esta bem mais pequena
Descoberta pelo Reverendo C. Parish em 1864 , originária de Myanmar, India, e Tailandia em altitudes cerca dos 500 metros nos troncos das árvores cobertos de musgo junto aos rios.
Planta de pequeno porte em relação à maioria das outras Phal., folhas carnudas, arqueadas, pendentes, obovadas ou elípticas, às vezes assimétricas, ligeiramente carenadas por baixo, com 12 cm de comprimento e 5 de largura, normalmente mais pequenas.
Aste bastante delgada, erecta ou arqueada, de poucas flores ( 5-9 ) com cerca de 2 cm de diâmetro , levemente perfumadas.
Sépalas e pétalas geralmente reflexas, branco leitoso; sépala dorsal elíptica a oblongo-elípticas ou arredondadas, agudos ou obtusos; Sépalas laterais oblíquas, obovadas ou sub-orbicular, agudas ou obtusas. Pétalas de base estreita e obovadas ou elíptico-obovadas, obtusas.
Labelo trilobado, reunidos em ângulos rectos ao pé da coluna por um pedúnculo curto. Lobulos laterais amarelos manchados de púrpura dirigidas para o exterior e para a frente de forma triangular com uma crista carnuda distinta longitudinal. Lobulo médio roxo a violeta/margenta, triangular-auriculado, móvel, um pouco convexo, agudo ou obtuso na frente; A base apresenta uma concavidade muito fina semi-circular, franjeado na borda; Na junção do lobulo médio com os lobulos laterais há uma projecção carnosa, bilobada, achatada, sendo cada lobulo bifurcado.
Coluna branca salpicada de castanho na base, curta, carnuda, muito dilatada na base.
Floresce principalmente no final do inverno / primavera, mas pode florescer durante todo ano excepto no inverno.
Gosta de bastante humidade ( 80/90% ), ligeira seca no inverno ( Dez-Mar), ( se seca pode deixar cair as folhas mas voltam na primavera ) temperaturas no inverno até 15º mas pode chegar aos 10º por períodos curtos e desde que secas, mais luz que os Híbridos
Cultivo montada em cortiça, seca entre regas ( regas só mesmo para não desidratar) agora no inverno, rega todos os dias a partir de Março e bastante humidade utilizando por ex. o método "capelinha".

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cattleya maxima Lindley 1831




Esta está comigo desde 2006 resultante de um corte, demorou um pouco a desenvolver mas desde que a passei para o cesto desenvolveu muito melhor mas só este ano floriu pela 1ª vez mas com coragem, começou com 2 flor em Agosto num pseudobolbo depois em Setembro voltou a florir noutro pseudobolbo agora com 3 flores e mais tarde noutro pseudobolbo mais 1 flor .
Deve o seu nome ao seu elevado porte característica não muito comum nas espécies de Cattleya unifoliadas.
Originária das florestas sazonalmente secas da Costa do Pacifico da Venezuela, Colômbia e norte do Peru, em altitudes até aos 1500 metros .
Pseudobolbos sulcados, unifoliada, de folhas coriáceas, oblongas a estreitamente elípticas-oblongas, minuciosamente bilobadas, erectas ou ligeiramente arqueadas podendo chegar aos 30 cm de comprimento.
Flores grandes ( 12.5 cm ), perfumadas, que nascem de pseudobolbo adulto de pétalas e sépalas rosa claro a rosa escuro ; Labelo rosa muito característico que apresenta uma teia de veios avermelhados e uma faixa central amarela escura diminuindo de intensidade a medida que que avança para o ápice . Normalmente produz 3/6 flores por aste que devido ao seu grande porte tem tendência para ficar pendentes .
Floração fim do verão principio outono
Cultivo em cesto com substrato grosso, regas regulares ( ligeiro descanso no inverno após floração), bem adubada na época de crescimento e bastante luz .
Ps. Esta é uma daquelas em que fico na duvida, se gosto ou não .
Pela forma deixa muito a desejar, meio "escangallhada" e depois devido ao porte fica pendente com aquele ar triste de flor já passada, mas tem o outro lado a começar pelo perfume maravilhoso e aquele labelo é demais, esta é a minha opinião ............

Ceratostylis retisquama Rchb. f 1857



Esta foi uma daquelas compras " malucas " que se fazem de vez em quando, tipo para encher a encomenda e os portes ficarem mais diluídos mas ainda bem que o fiz . Adquirida em Maio ainda jovem e 1ª floração .
Originária das Filipinas em altitudes de 500 metros de crescimento monopodial, folhas linear-falciforme, com cerca de 7/8 cm de comprimento e 1cm de largura .
Flores solitárias, de pedúnculo curto, com 2,5 cm de diâmetro, invertidas, laranja vivo, cerosas, com o conjunto formado pela base das sépalas, pétalas, coluna e " garganta " do labelo em branco ( um espectáculo ), que nascem das bainhas secas durante praticamente todo ano .
Deve cultivar-se em cesto com substrato grosso ou montada.
Cultivo montada em placa de cortiça , sem qualquer cuidado especial , de fácil cultivo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Phal mannii var.mahogany Rchb. f. 1871



Esta é uma das que recomendo a todos não só pelo fácil cultivo mas também pela longa floração
Depois de florir em 20/9/ com 6 flores "parou " um pouco , perdeu 2 flores e agora começou de novo a fazer botões e ... uma nova aste
Originária dos Himalaias, India, Assam, Nepal, Butão, Sikkim, Myanamar, Sul da China e Vietname em altitudes de 500 a 1500 metros nas árvores das florestas húmidas perenifólias, com densa vegetação rasteira, perto dos rios
Folhas 4/5 oblongo-lanceolate , verdes vivo com 25/35 cm de comprimento e 4/7 de largura.
Aste comprida , multifloral e pendente.
Flores com 4/5 cm de diâmetro que abrem sucessivamente, na Primavera /Verão, de longa duração ( podem durar até 3 meses) ; sépalas amarelas a amarelo/branco, com manchas roxo/ lilaz, avermelhadas, estreitas e convexas um pouco onduladas na borda ; sépala dorsal linear-linguada, obtusa ; sépalas laterais maiores, lanceoladas, fortemente assimétricas; pétalas semelhantes às sépalas mas mais estreitas e curtas, nesta variedade é característico a presença de relevos ( 3ª foto ) enquanto na Phal. manni tipo isso não acontece ; labelo branco amarelado , mais curto que as sépalas laterais , parte inferior refletida ; lóbulos laterais oblongo/sub -angular; lóbulo médio em forma de ancora. ligeiramente recurvado e finamente denticulado ; coluna amarela, alongada , claviforme, curta adornada de cada lado com um dente triangular.
Cultivo igual aos híbridos mas menos luz , podendo ser cultivada montada devido ao seu hábito pendente com a idade.
Variedade de crescimento mais vigoroso que a tipo.
Inverno seco ou meio seco.
Suporta temperaturas bem baixas ( desde que seca ) podendo mesmo chegar aos 0º .
Meu cultivo : vaso plástico transparente usando como substrato rolhas de cortiça e um pouco de casquinha em cima
Redução da rega a partir de Outubro até seca em Dezembro/Janeiro recomeçando as regas gradualmente a partir de Fevereiro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cattleya luteola Lindley 1853



Mais uma em atraso
Adquirida em Julho deste ano em botão floriu em Agosto, planta ainda jovem mas que está a adaptar-se muito bem, depois da floração ( só mesmo para ver o que era) montei-a num tronco de oliveira.
Espécie de pequeno porte, unifoliada, originária das florestas da região amazônica do Brasil, Peru, Equador e Bolívia, em altitudes entre 100 e 1200 metros, ocasionalmente até 2000 metros, cresce nos troncos das arvores em florestas fechadas junto aos rios com temperaturas nocturnas 16-18º e diurnas 28-30º , por isso deve ser cultivada em meia sombra/sol filtrado com bastante humidade, na prática necessita menor quantidade de luz que a maioria das outras Cattleyas; Pseudobolbos com cerca de 5 cm de altura, elipsóide / clavado sulcado com uma única folha apical, oblonga ou oblongo-elíptica, obtusa com 4-15 cm de comprimento; Flores 2/5 , com cerca de 5 cm de diâmetro, a cor varia do amarelo ao concolor amarelo limão/enxofre, labelo amarelo mais escuro no centro marginado de branco com vermelho na garganta e levemente raiado sobre os lóbulos laterais brancos, que nascem da aste no pseudobulbo maduro com baínha basal seca, de longa duração, perfumada a lembrar casca de limão, floresce na Primavera/Verão podendo florir várias vezes por ano.
Esta espécie precisa de inverno seco mas bastante rega e adubo durante a fase de crescimento. Pode ser cultivada em vaso usando como substrato leca grossa e esfagno mas cresce melhor montada em cortiça ou troncos