terça-feira, 19 de julho de 2011

Coelogyne pandurata Lindley 1853



Originária da Malásia, Sumatra, Bornéu e Filipinas em árvores ou rochas cobertas de musgo em beiras de rios nas florestas tropicais húmidas de baixa altitude.
Psb grandes, com +- 10 cm, ovóides, achatados, sulcados, espaçados entre si, com 2 folhas também grandes ( + 40 cm ), elíptico-lanceoladas, plissadas, coriáceas .
Aste nasce do psb em crescimento, entre as folhas com 20-45 cm de comprimento, com várias flores ( 9-15 ) sequenciais, alternadas e espaçadas entre si.
Flores perfumadas ( mel ), 7,5 x 12,5 cm de diâmetro; Pétalas e Sépalas verde claro a verde amarelado; Labelo azul/verde marginado a branco fortemente ondulado, verde na garganta, "desenhos " preto/castanho escuro com saliências amarelo /castanhas; Coluna verde, que duram cerca de 1 semana.
Cultivo em vaso de barro, substrato para terrestres, boa humidade, meia-sombra, rega e adubo em abundância após floração ( crescimento activo ), seca entre regas no Inverno mas sem deixar secar muito.
Esta é uma daquelas que precisa de algum espaço devido ao seu porte e tipo de crescimento aliás uma característica de alguns Coelogyne.

sábado, 16 de julho de 2011

Dendrobium NOID






Apenas sei que é um Híbrido da secção Spatulata.
Oferecido o ano Passado na Festa da Primavera, floriu melhor do que na altura mas està complicado de fazer boas raízes.
Cultivo como Denphal.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Angraecum scottianum Rchb.f 1878





Floração do ano passado com 2 flores em simultâneo

Unicamente das Ilhas Comores nos galhos dos arbustos em áreas abertas dos 350 aos 600 metros.
Monopodial de tronco cilíndrico, delgado, folhas teres.
Aste curta com até várias flores que abrem sucessivamente (raramente 2 ao mesmo tempo).
Flores invertidas, branco puro, perfumadas à noite, com 10 cm de diâmetro; sépalas e pétalas lineares/lanceoladas, labelo arredondado bem maior que sépalas e pétalas, esporão comprido ( até 20 cm ) amarelo.
Cultivo montado, meia sombra, boa humidade, rega regular ( um pouco menos no Inverno ).

Angraecum didieri x maharavensis



Este veio como Angr. didieri mas não me parece ele não tanto pela flor mais pelo vegetal que é demasiado grande para didieri .
O produtor tem/tinha em catalogo este cruzamento e acredito que seja ele pois por pesquisas que fiz no Google ele já aparece frequentemente à venda e é igual ao meu.
Uma monopodial, de folhas coriáceas, bilobadas, obtusas apicalmente de forma desigual.
Flor com cerca de 5 cm, branco puro, muito perfumada à noite (as Angraecoides são polonizados por mariposas ), de longa duração (+- 1 mês) na Primavera.
Como ambos os pais são das florestas de Madagáscar de humidade média cultivo montado, meia sombra, boa humidade, rega abundante na Primavera/verão, seca no Inverno ( rega mesmo só para não desidratar muito e sem molhar as folhas senão apodrece facilmente se a água se acumular nas axilas das folhas ).
Estou a gostar e a dar-me muito bem com as Angraecoides principalmente os Gêneros Angraecum e Aerangis já tenho algumas dezenas de sp.




Lockhartia schunkei DEBenn. Christenson 1998



Esta fui-me oferecida a alguns anos como Lockhartia oesrtedii e sinceramente nunca me preocupei em verificar a sua ID ( também de quem veio tinha a uma certa segurança na sua ID mas pelos vistos estava errado, lol ).
À pouco tempo ofereceram-me outra e " gato escaldado " lá fui verificar as ID e resultado ... as 2 trocadas eheheheh.
Realmente neste Gênero algumas não são fáceis de identificar de tão parecidas que são, só mesmo nos pormenores se notam as diferenças.
Esta é originária do Peru nas florestas sazonalmente secas com neblina nocturna em altitudes em torno dos 600 metros.
Folhas triangulares ao longo dos "psb" , aste nas axilas das folhas terminais dos "psb" adultos com 4-6 flores de cerca de 2 cm, amarelas de forma muito característica na Primavera.
Cultivo montada, meia sombra, sol pela manhã, rega abundante desde Primavera até Outono seca entre regas no Inverno.




segunda-feira, 11 de julho de 2011

Calanthe triplicata ( Rumph. ) Ames 1907



Uma terrestre de vasta distribuição geográfica, desde Madagáscar, Seychelles , SE Asiático, Península da Malásia, Indonésia, Philipinas, Ilhas do Pacifico até NE da Austrália nas fendas das rochas calcárias e solos ricos em húmus das florestas tropicais húmidas dos 500 aos 1500 metros.
Psb ovoídes, com 3-6 grandes folhas ( até 100 cm), verde escuro, ovado-lanceoladas a elíptico-lanceoladas, plissadas, com nervuras bem marcantes.
Aste floral nasce do psb maduro, podendo atingir 150 cm com muitas flores que abrem sucessivamente.
Flores brancas com calosidades do labelo vermelho/laranja com cerca de 3 cm de diâmetro na Primavera início do Verão, floração de longa duração ( +- 2 meses) .
Cultivo em vaso de barro, substrato para terrestres, meia sombra, boa humidade.
Como terrestre que é este ano apliquei o adubo que uso nas Pleiones ( Biogold) e ela "explodiu "
folhas maiores, aste BEM maior, recomendo.

Dendrobium crumenatum Swartz 1799



Com vasta distribuição pelo SE Asiático, desde dos Himalaias Chineses até Filipinas em florestas semi-caducifólias ou savanas do nível do mar até 500 metros.
Psb compridos (+ 80 cm), fusiformes, inchados na base, com folhas coriácas, caducas com a idade.
Flores brancas, mancha amarela na garganta do labelo, quase transparentes com até 5 cm, perfumadas, nos nós superiores dos psb maduros, várias vezes no ano (mudanças bruscas de temperatura) de curta ( horas ) duração, muito varáveis na sua forma, principalmente no labelo.
Tenho 2 de origens diferentes e dá para perceber as diferenças.
Cultivo em vaso,também pode ser montado mas ocupa muito espaço, substrato grosseiro, boa luz e humidade.
Este tem algumas particularidades no seu cultivo que se não forem respeitadas corre-se o risco de nunca se ver as flores.
- A começar pela duração das flores que de tão curto ( pode durar apenas algumas horas) quando dermos por elas já estão "passadas".
-Ao contrário da maioria dos Dend. este não requer descanso mas sim mudanças bruscas de temperatura (# 10º), se isso não ocorrer naturalmente pode-se sempre provocar colocando-o na rua por ex.
- Uso na medicina tradicional do SE Asia tanto da planta como das flores.
Ex: Malaca aplicam folhas trituradas para combater infecções dos espinhos e furúnculos.
Java as cápsulas são fervidas e o suco utiliza-se para combater a dor de ouvidos e as flores no combate à cólera .